FÉRIAS/JULHO 09 - NARRATIVA PARA PARA HISTÓRIAS EM QUADRINHOS – com RENATO GUEDES


Buenas! Caro leitor, finalmente chegamos ao fim da nossa grande divulgação dos CURSOS DE FÉRIAS/JULHO 09 da Quanta!

E para fechar com classe, uma oficina indispensável para quem pretende se tornar um bom quadrinista e também para quem deseja apenas entender melhor a linguagem das HQs, com o "garoto prestigio"; RENATO GUEDES!

Lembrando que se você bobeou e não se matriculou, ainda resta mais essa semana para fazer isso! (parece até comercial das casas bahia né.. rs)

Aguardamos você!

TAINAN ROCHA
coordenação

História em Quadrinhos não é só desenho bonito, História em Quadrinhos é principalmente NARRATIVA. É saber contar bem uma história graficamente, é saber controlar o uso de tempo e ritmo, construir bem continuidades e seqüencialização, é trabalhar bem emoção, criação de suspense, mistério, drama e impacto visual. STORYTELLING, ou NARRATIVA, é o conjunto de ferramentas gráficas usadas pelos artistas de HQs para se contar uma boa história. Como usar uma calha, um requadro, como compor uma cena, como compor uma página ou uma seqüência de páginas, como usar a perspectiva narrativa, os planos de cena e muitos outros conceitos nesta OFICINA ministrada por RENATO GUEDES, um dos maiores talentos brasileiros no exterior, desenhista da revista SUPERMAN para a editora norte-americana DC COMICS!

Faixa etária: a partir de 14 anos
Carga horária: 12 horas DIA 18 de JULHO – SÁBADO – das 10 às 17h – com uma hora de intervalo (12 às 13h). Preço: R$ 170,00
LISTA DE MATERIAIS PARA O CURSO:
-lápis ou lapiseria
-papel sulfite A4

Oi, Grow, aqui é o Barata!

Há quem diga que um dia, depois que a humanidade se destruir, as baratas herdarão o mundo. Só o tempo dirá. Oras, e só as baratas ficarão sabendo!

Enfim, o Ronaldo Barata, que não é um inseto (à despeito das controvérsias), mas sim um ser humano que dá aula de desenho aqui na Quanta emplacou dois projetos com empresas de renome.

Primeiro com a Grow, para quem desenvolveu 35 ilustrações para o Jogo do Mico, sendo 17 casais de animais mais um mico solteiro.

Ilustrado pelo professor do Curso de Desenho na Quanta, Ronaldo Barata Ilustrado pelo professor do Curso de Desenho na Quanta, Ronaldo Barata
Ilustrado pelo professor do Curso de Desenho na Quanta, Ronaldo Barata Ilustrado pelo professor do Curso de Desenho na Quanta, Ronaldo Barata


Em seguida desenhou uma HQ para a empresa de telefonia celular Oi, e que acabou de entrar no ar na sessão HQs Online.
Nas palvras do próprio Barata "os personagens e o roteiro são de autoria de Matheus Souza, um jovem roteirista e diretor de cinema que andou 'papando' alguns prêmios com seu longa metragem Apenas o Fim".

página do professor do Curso de Desenho na Quanta, Ronaldo Baratapágina do professor do Curso de Desenho na Quanta, Ronaldo Baratapágina do professor do Curso de Desenho na Quanta, Ronaldo Barata


Mais amostras das páginas do "homem-barata" você confere em seu blog, em vários estágios: páginas coloridas, arte-final e esboços, ah, e os layouts da capa.

Vida longa às baratas, digo, ao Barata.

Postado por Paulo Lasae (que detesta baratas, mas abre um excessão para O Barata).

FÉRIAS/JULHO 09 - HQ AUTORAL com RAFAEL GRAMPÁ


Buenas! Estamos chegando ao fim da divulgação de CURSOS DE FÉRIAS, afinal julho taí não é mesmo?!

E para fechar com chave de ouro, temos o prazer de anunciar que um dos maiores quadrinistas brasileiros da atualidade estará aqui na Quanta ministrando uma oficina.
Estamos falando de RAFAEL GRAMPÁ!

Isso mesmo! Então se você ainda não se matriculou, saiba mais a respeito dessa oficina pelas palavras do próprio Grampá: (E se interessar, corre que dá tempo!)

"O curso chama HQ Autoral e vou abordar minha tragetória como ilustrador mirin ( HA ), ilustrador/designer freelancer, diretor de arte de TV e animação e o amadurecimento do trabalho até eu virar um autor de quadrinhos. Além disso, vou mostrar como aconteceu esse amadurecimento e todos os caminhos percorridos até achar o ponto onde se encontram o meu estilo de desenho e roteiro/narrativa – três coisas que nuncam param de amadurecer. Também vou falar das minhas influências e demonstrar onde eu as aplico no meu próprio trabalho – isso é uma coisa que ocorre de uma maneira meio instintiva na verdade, mas vou tentar achar o modo racional de como isso acontece. Isso tudo para chegar em um ponto: um modo de pensar. Ser um autor de quadrinhos basicamente é saber onde achar o que é seu no meio do seu furação de influências e técnicas que você adquire durante os anos e encontrar o seu próprio mecanismo natural de colocar um pensamento, uma idéia pra fora. A expressão pessoal é quase sempre instintiva mas exige exercícios e muito raciocínio e é sobre isso que vamos conversar nesse curso. Vou dissecar toda a construção criativa de Mesmo Delivery e discutir minhas escolhas autorais. Quero que os alunos saiam desse curso com uma certa clareza sobre como pensar como um autor de quadrinhos. Sobre a arte e não sobre a fórmula."

*texto extraido do blog do autor http://furrywater.wordpress.com/


HQ AUTORAL com Rafael Grampá

Faixa etária: a partir de 14 anos
Carga horária: 06 horas
DIA 18 de JULHO – SÁBADO – das 10 às 17h - com uma hora de intervalo (12 às 13h).

Preço: R$ 170,00


Até lá!

TAINAN ROCHA

FÉRIAS na QUANTA!


Caros alunos e visitantes,

como todos já sabem mês de JULHO na QUANTA é mês de férias.
Então, atenção para nossa programação de CURSOS de FÉRIAS e horário de funcionamento:

No período que antecede a semana de CURSOS DE FÉRIAS (de 01/07 à 10/07) a escola funcionará das 10h às 21h.

Após os cursos entraremos em recesso a partir do dia 15/07 e retornaremos as atividades normais no dia 01/08/09.

Atenciosamente
COORDENAÇÃO QUANTA

Parte V - OS QUADRINHOS, AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, A ARTE SEQUENCIAL, AS GRAPHIC NOVELS, AS NOVELAS GRÁFICAS, A LITERATURA DE IMAGEM, A HQ e AS HQS.

A descompressão nos quadrinhos passou a ficar mais famosinha quando autores como Frank Miller começaram a usar uma “narrativa mais cinematográfica”... Cenas que antes cabiam em um quadro começaram a ser descomprimidas (esticadas) para 3 ou 4 quadros.
Uma cena com um personagem saltando na descompressão, por exemplo:

Quadro um: o personagem começa o salto.
Quadro dois: continua o salto.
Quadro três: continua o salto.
Quadro quatro: ainda saltando.
Quadro cinco: pousa.

Na compressão, este mesmo movimento mostrado em cinco quadros seria graficamente representado em apenas uma imagem, em um só quadro. Provavelmente, o personagem seria mostrado já caindo no chão, pousando, e o artista usaria as linhas de movimento (ou linhas cinéticas) para criar a sensação gráfica do salto todo do personagem, de todo o movimento. O leitor imaginaria todo o movimento anterior do personagem. A linha cinética, por exemplo, é uma ferramenta gráfica criada nos quadrinhos e é um dos elementos de design mais interessantes desta mídia, e neste caso ela seria mostrada. A linha cinética é um dos elementos gráficos de quadrinhos que têm desaparecido junto com tal descompressão.

É interessante lembrar que a descompressão no trabalho de Frank Miller não veio exclusivamente de suas influências cinematográficas, mas de um estudo direto dos quadrinhos japoneses. Os quadrinhos japoneses já vinham trabalhando a descompressão desde muito tempo, acho que muito pela própria ligação entre mídias que existe naquela cultura (a tríade Mangá/Anime/Game). É claro que o Anime é cinema, assim como o game também tem uma base forte de linguagem cinematográfica, então, em última análise, Miller era influenciado por uma linguagem cinematográfica já absorvida pelo Mangá na forma da descompressão. É claro que Frank Miller conhece a linguagem do cinema, só estou dizendo que acho que sua maior influência foi esta linguagem cinematográfica já assimilada pelos quadrinhos, e não uma referência direta do cinema.

Com a descompressão nos quadrinhos, estéticas visuais ligadas ao cinema como traveling, planos de sequência, zoom in, zoom out e tantos outros movimentos, passaram a justificar, para a maioria das pessoas, o argumento de que quadrinhos é legal porque é uma linguagem cinematográfica. Na época das HQs ainda comprimidas, falava-se desta ligação usando as composições de cena: os planos, como o aberto (ou geral), americano, médio, fechado, close, e por aí vai. Era muito mais uma questão de enquadramento do que de “movimento”. Antes, nos quadrinhos comprimidos, o movimento era ainda mais um ponto de interação entre o autor e o leitor, porque o leitor “completava” todas as cenas “faltantes”, e existiam muito mais linguagens gráficas para criar as ilusões destes movimentos, como as linhas cinéticas, por exemplo.

Ainda assim, mesmo com toda a definição de movimento dos quadrinhos descomprimidos, ainda temos o conceito de cenas não finalizadas, cenas intermediárias entre uma pequena ação e outra, que ainda devem ser completadas pelo leitor. Isto é, você não vê todo o movimento como no cinema, você vê momentos congelados deste movimento, e, assim, conceitos da linguagem dos quadrinhos conseguem se manter. O próprio controle dos formatos diferenciados de quadro, sua disposição na página e o controle de sua sequencialidade ainda são aspectos específicos de narrativa visual dos quadrinhos.

A descompressão nos quadrinhos, é claro, não ficou concentrada apenas em tentar reproduzir movimentos de personagens ou câmeras de maneira “cinematográfica”, ela se alastrou na maneira como as histórias são escritas, como são pensadas. Histórias que antes eram contadas em 22 páginas, passaram a precisar de 2, 3 edições... Tudo para dar ao material uma cara mais cinematográfica.

A descompressão não é uma alteração maléfica dentro da linguagem dos quadrinhos. Ela compõe a linguagem, ela acrescenta. O problema é quando ela se torna uma espécie de instrumento para justificar que os quadrinhos são relevantes porque são uma linguagem cinematográfica, ou ainda argumentar que são mais ou menos adultos, como mídia, porque usam uma linguagem mais ou menos cinematográfica para contar uma história.

A influência das HQs, como narrativa, e também em termos de elementos estéticos, enriqueceu muitos gêneros... Não só os super-heróis, mas também o western, piratas, guerra, fantasia espacial, capa & espada e tudo mais. O conjunto de ferramentas gráficas que os quadrinhos apresentaram compõe uma série de estruturas de linguagem e design muito interessantes e que foram amplamente usados em adaptações mais antigas em todos estes gêneros. Este conjunto de ferramentas foi usado por diretores de cinema como estrutura de linguagem até para ajudar a definirem melhor certos padrões em cada um destes gêneros, conferindo a eles estilos próprios de imagem, composição de cena e narrativas próprias dentro de cada gênero... Isto é, esta estrutura de linguagem criava estilos diferentes para cada tipo de filme: Western tem um tipo de narrativa e composição de cena diferente dos filmes de pirata, que é diferente dos filmes de guerra, e por aí vai. É obvio que estas estruturas não surgiram unicamente por influência dos quadrinhos... o que estou dizendo é que o que os diretores viam nos quadrinhos era também um fonte de inspiração para eles. Estas influências ficaram mais evidentes a partir da década de 1950, e foram ainda mais aparentes da segunda metade da década de 1970 para cá. A consciência do público sobre estas influências de linguagem dos quadrinhos no cinema se perdeu com o tempo à medida que esta narrativa foi sendo absorvida pelas pessoas. Isso é normal... com o passar do tempo, certas estruturas de linguagem passam a fazer parte de uma normalidade e não sabemos mais quais são suas influências diretas.

O importante é saber separar as coisas, e entender melhor o que se quer dizer quando se fala em transpor a linguagem dos quadrinhos para o cinema... Não estou falando de transpor apenas os conceitos de universos e personagens, estou falando de transpor linguagem. Às vezes sinto que a argumentação dos leitores de quadrinhos, em termos de definir o que é realismo em quadrinhos e o que é quadrinho cinematográfico, acaba sendo um pouco equivocada.

Parte I - As Histórias em Quadrinhos, a Arte Seqüencial, as Graphic Novels e a Literatura de Imagem

Parte II - As Histórias em Quadrinhos, a Arte Seqüencial, as Graphic Novels e a Literatura de Imagem

Parte III - As Histórias em Quadrinhos, a Arte Seqüencial, as Graphic Novels e a Literatura de Imagem

Parte IV - As Histórias em Quadrinhos, a Arte Seqüencial, as Graphic Novels e a Literatura de Imagem

Parte V - As Histórias em Quadrinhos, a Arte Seqüencial, as Graphic Novels e a Literatura de Imagem

Aluno da Quanta em projeto de HQ virtual!


Buenas! Aqui na Quanta tem um figura chamado VITOR FREUNDT, aluno que sempre se destacou por sua alta risada e iniciativa para projetos na área dos Quadrinhos.

Abaixo você pode conferir um release de sua mais recente empreitada. Caso interesse, tem também um link para conferir, ler e poque não baixar?

"O primeiro arco da webcomic PONTO ZERO www.arquivosbaldo.wordpress.com conta a história do detetive Miguel Matoso que após passar por uma experiência de quase morte, começa a investigar um misterioso caso de mortes gravadas em fitas de vídeo. Assombrado pelos fantasmas do seu passado, Miguel chega até os limites da sanidade atrás do assassino, onde cada pista o leva mais perto dos mistérios do mundo sobrenatural.

Um thriller noir em seis números com roteiro de BRUNO BISPO e desenhos de VICTOR FREUNDT."

MATERIAL ADULTO

Vitor já cursou HISTÓRIAS em QUADRINHOS, HQ avançado e atualmente é aluno de ILUSTRAÇÃO DIGITAL!

Boa leitura e até próxima!

TAINAN ROCHA


PODCAST com o pessoal da QUANTA e OFICINA com GABRIEL BÁ e FÁBIO MOON!!



Buenas! Passou bem o fim de semana? Espero que sim.

Agora chega de moleza e vamos ao que interessa;

Vamos supor que você já tenha conferido de cabo a rabo a nossa GRADE dos cursos de férias mas ainda não consegui escolher o(s) curso(s) que irá fazer aqui na Quanta em JULHO?

Dá para entender...

Afinal, são vários cursos ministrados por diferentes artistas do mais alto nivel, não mesmo? rs

Então, a seguir duas opções que podem lhe auxiliar aí nessa difícil escolha.

Primeiro a nossa tradicional divulgação, com textos detalhados e explicativos dos cursos e depois você pode conferir NESSE LINK o novo epsódio do divertido podcast PAPO DE ARTISTA do colorista ROD REIS com a ilustre presença de MARCELO CAMPOS, WEBERSON SANTIAGO, RAPHAEL FERNANDES e SAM HART!!

Um abraço e bom proveito!

TAINAN


COMO CONTAR UMA HISTÓRIA... EM QUADRINHOS – OU: O QUADRINISTA QUE PENSA – com FÁBIO MOON E GABRIEL BÁ



“Exemplos e exercícios para refletir quais são as melhores maneiras de se contar uma HISTÓRIA EM QUADRINHOS, partindo tanto de idéias quanto de roteiros abertos ou fechados.”
Oficina ministrada pelos quadrinhistas FÁBIO MOON e GABRIEL BÁ, artistas de: 10 PAEZINHOS, 5, SUGARSHOCK, THE UMBRELLA ACADEMY, ROLAND, De:TALES, CASANOVA, O ALIENISTA, entre muitos outros materiais.

Os gêmeos e MOON acumulam prêmios nacionais e internacionais, entre eles o JABUTI, o EISNER AWARDS (o oscar dos quadrinhos norte-americanos), e também o HARVEY AWARDS, SCREM AWARDS, ANGELO AGOSTINI, HQMIX e XERIC FOUNDATION GRANT.

Participe desta oficina, conheça os artistas e aprendam um pouco mais como contar boas histórias... Em QUADRINHOS.

Faixa etária: a partir de 14 anos.
Carga horária: 06 horas.
DIA 11 DE JULHO – SÁBADO – das 10 às 17h – com uma hora de intervalo (12 às 13h).
Preço: R$ 170,00

Lançamento CABARET amanhã e HQ e CIA no ar hoje!!


Buenas! Hoje estou aqui por 2 bons motivos:

Primeiro para refrescar a sua memória, pois AMANHÃ 19/06, a partir das 19H acontecerá aqui na Quanta o lançamento da última parte da "trilogia quadrinistica gaucha" de sexo drogas e rock in roll; CABARET dos nossos parceiros da Quanta-Porto Alegre: RAFAEL ALBUQUERQUE, MATHEUS SANTOLOUCO e EDUARDO MEDEIROS.

E segundo e não menos importante, confira abaixo o programa HQ e CIA. com a participação do povo Quantico; AMILCAR PINNA, ARTUR FUJITA e MARCELO CAMPOS!

Marcelo Campos, Artur Fujita, Amilcar Pinna from Cesar Freitas on Vimeo.




É isso aí!

Um abraço,

TAINAN ROCHA

Papo nérdico: Filmes da Marvel! Vingadores, Hulk, Homem-de-Ferro, Thor, Capitão América & CIA!

PARTE 1

Brad Pitt estava cotado para ser Thor em filme da Marvel Marvel escolheu Chris Hemsworth para ser Thor no filmeA notícia da contratação do desconhecido Chris Hemsworth para o papel título do filme Thor, trás algumas dúvidas em relação ao direcionamento sendo dado pela Marvel para os seus novos filmes.


Boatos diziam que o astro hollywoodiano Brad Pitt já estaria contratado para o papel de Thor desde o ano passado, e que os outros possíveis atores considerados para o papel eram apenas para esquentar o assunto na mídia, a produtora estaria preparando o terreno para o anuncio bombástico do Mr. Angelina Jolie como o deus nórdico.


os boatos situam Natalie Portman como Jane Foster em filme do Thor Cillian Murphy ia ser Loki em Filme do Thor, segundo boatosNos papéis de Jane Poter e Loki, estariam, Natalie Portman e Cillian Murphy (o Espantalho de Batman Begins). O único problema era escolher um ator à altura de interpretar Odin, pai de Thor que o envia para o planeta Terra a fim de ensinar-lhe uma lição.


segundo boatos, Matthew McConaughey estava escalado para o papel de Capitão AméricaOutro boato dizia que Matthew McConaughey já estaria contratado para opapel de Capitão America no filme The First Avenger: Captain America. Mas depois disso o próprio ator desmentiu estar na super produção e, ainda, não há outro ator que estaria escalado para interpretar o líder dos Vingadores.


Grandes astros liderarando os filmes da Marvel. Esta era a idéia.


Quando ouvi esses boatos dei crédito, e combinava com o direcionamento da Marvel em suas duas primeiras produções: Homem-de-Ferro trouxe Robert Downey Jr., Jeff Bridges, Gwyneth Paltrow, Samuel L. jackson e Terrence Howard.
Robert Downey Jr é Tony Stark no filme Homem de Ferro Jeff Bridges como Obadiah Stane, o Monge de Ferro Gwyneth Paltrow em Homem de Ferro, como a bela Peper Pots O Nick Fury versão Ultimates de Homem de Ferro é interpretado por Samuel 'Leroy' Jackson Terrence Howard como Jim Rhodes em Homem de Ferro

A sequencia do filme, Homem-de-Ferro 2, corre com os recém ingressos Don Cheadle, Mickey Rourke, Sam Rockwell e Scarlett Johansson.

Don Cheadle em Homem de Ferro 2 como Jim Rhodes/Máquina de Guerra Em Homem de Ferro 2 Mickey Rourke interpretará Chicote Negro Sam Rockwell estará em Homem de Ferro 2 Em Homem de Ferro 2 Sacerlet Johanson interpretará a Viúva Negra


Enquanto O Incrivel Hulk, dirigido por Louis Leterrier, veio com Edward Norton, Liv Tayler, Tim Roth e Willian Hurt.
Edward Norton como Bruce Banner no filme O Incrível Hulk, dirigido por Louis Leterrier Em O Incrível Hulk, de Louis Leterrier, Liv Tyler é a nova Betty Ross O Abominação é interpretado por Tim Roth William Hurt faz o General Ross, pai de Betty


O direcionamento de trazer grandes nomes no elenco parece ter ficado de lado. Pelo menos no caso da produção de Thor. No meio de tantos boatos e rumores o único fato concreto é que as pessoas e a mídia gostam de ver atores importantes interpretando personagens pop como este.
O que seria melhor para a mídia e para a Marvel: ter Brad Pitt, indicado ao Oscar e uma celebridade que se mantêm em cena a tanto tempo ou Chris Hemsworth, que está a tão pouco tempo em produções e nunca esteve em um papel principal em um filme, para protagonizar Thor? Nomes importantes como as estratégias, fórmula usada em Homem-de-Ferro e O Incrível Hulk, ajudaram muito estes filmes a se tornarem mais populares.


Outra parte da história está relacionada aos boatos de que o Thor usado nesta adaptação com Brad Pitt seria, basicamente, o criado na série de quadrinhos Ultimates (de Mark Millar e Bryan Hitch - Supremos no Brasil), com uma ou outra influência do personagem tradicional da Marvel, como a enfermeira Jane Poter, par romântico de Thor nos quadrinhos originais (que também aparece em Ultimates em uma versão um pouco diferente) e também o Dr. Donald Blake, alter-ego de Thor quando enviado à Terra (que não existe na versão Ultimate).

Esta junção entre o conceito Ultimate e o tradicional foi um recurso, também, usado pela Marvel nos blockbusters Homem-de-Ferro e O Incrível Hulk.

O alter ego de Thor, Donald BlakeMinha imaginação começou a trabalhar e tentei prever como os roteiristas deveriam estar construindo o primeiro tratamento do roteiro de Thor na hipótese de ser interpretado por Brad Pitt: Aos 12 anos, Donald Blake descobre que é “deus feito homem”... a encarnação de Thor, o deus nórdico do trovão, enviando por Odin, para purificar a terra – como dito no material Ultimates.
Ele se torna médico e aos 30 anos, depois de um colapso nervoso, é internado em um hospício. Thor tem seu primeiro contato com o pai e sai do hospício ao receber seus poderes. Na minha versão tanto Blake quanto Thor seriam interpretados por Brad Pitt, e não teríamos a bengala (usada nos quadrinho original por Donald Blake) que ao ser batida no chão se transformaria em Mjolnir – o Martelo de Thor. Mas enquanto não recebe seus poderes, Blake poderia mancar de uma perna, não poderia?

O filme começaria mostrando este passado usando recursos de flash back, e já iniciaria com Thor como uma personalidade mundial, considerado louco por alguns, mas seguido como um messias por outros. De qualquer maneira, ninguém conseguia explicar de onde vinham todos seus poderes.


Thor na versão UltimatesO Thor de Jack Kirby, um clássico O interessante no filme seria mostrá-lo como um louco potencial, que acredita ser um deus, “ganha fortunas com turnês de palestras e livros de alto ajuda” como em Ultimates, um homem que doa todo seu dinheiro a obras de todo tipo, vive entre seus fiéis, conversando com seres mitológicos que apenas ele vê, que já foi internado em um hospício e fala mal de corporações, estruturas de governo e do modo consumista de levar a vida em nosso mundo moderno. Acho que este tipo de personagem cairia como uma luva para Brad Pitt, é só lembrarmos dele como o Jeffrey Goines de Os Doze Macacos, ou Tyler Durden de Clube da Luta.

Este Thor me parece bem mais relevante e interessante que o tradicional, além de estar melhor integrado aos filmes da Marvel em termos de contextualização. Mas, os fãs do personagem não acham. A maioria quer Thor ao estilo Senhor dos Anéis, e isso é compreensivel, afinal esta é mais ou menos a linha seguida nos quadrinhos tradicionais e, assim o filme seria mais fiel ao personagem e seus fãs. Além disso, muitos defendem que é justamente esta diferenciação em termos de conceito, em comparação a outros personagens da Marvel que torna o personagem interessante; um guerreiro viking que fala estranho no meio de todos estes outros personagens mortais.


O reino mitológico de Asgard, lar de ThorNo filme de Brad Pitt, Asgard não apareceria, e se aparecesse, seria mostrada com um tratamento fotografico e direção de arte diferentes, como algo não real. Sugerindo sonho, algo mágico próximo de como Asgard é mostrada no filme Erik – O Viking (de Terry Jones – ex-Monty Python.). Este efeito de sonho, trabalharia novamente no publico a dúvida sobre a sanidade do personagem. Acho este conceito bem mais interessante do que mostrar Asgard como algo real, na minha opinião o que permanece misterioso é sempre mais bacana... e isso liga mais o personagem ao fato de ele ser o novo messias. Nunca vimos o céu, ou Deus, nos filmes que mostram a história de Jesus, e isso sempre teve um efeito de elevar os conceitos de divindade e sagrado a outros patamares e não banalizaria toda esta idéia.


Acho que ter mostrado os vinkings e a origem divina de Thor no segundo volume de Ultimates, destruiu certos conceitos que Mark Millar vinha trabalhando tão bem até então. Prefiro a brincadeira de nunca sabermos se ele é ou não o filho de Odin, seus fiéis são movidos pela mais pura fé.


PARTE 2

Na minha opinião, a escolha de Brad Pitt para o papel trabalha com certos aspectos psicológicos relacionados à recepção do personagem pelo público que assistirá ao filme. Thor é uma celebridade... tão conhecida, influente e poderosa como o Tony Stark de Homem-de-Ferro, interpretado por Robert Downey Jr. Todos sabemos que o sucesso de Homem-de-Ferro é, em grande parte, creditado ao trabalho deste ator. E não só isso, ele encarna bem o conceito de Tony Stark, como um bilionário playboy, genial e inconsequente, cá entre nós, papel feito na medida para Robert Downey Jr. Já que é visto
assim. Quem melhor para encarnar Tony Stark que alguém como Tony Stark, alguém que já passou por todas as coisas que Downey Jr. já fez sem interpretar nenhum personagem? Foi isso o que se ouviu quando Robert Downey Jr. foi confirmado no papel. A idéia era fazer exatemente isso com Pitt no papel de Thor. O ator consagrado como uma divindade Hollywoodiana daria credibilidade ao papel de Thor, uma divindade nórdica e dispensaria certas apresentações.


O que estão falando por aí, é que Kenneth Branagh, o diretor escolhido para este filme, quer dar outro tratamento ao roteiro. Ainda não se sabe exatamente como será isso, alguns dizem que partes do roteiro original, baseado no Thor da versão Ultimate, ainda serão usadas, mas não se sabe quais seriam. Outros dizem que o filme se passará basicamente em Asgard, como uma versão de Senhor dos Anéis, terminando com Thor sendo “jogado” na Terra para aprender humildade (já que em Asgard era orgulhoso e prepotente demais – como na série original).


Não gosto da idéia de fazer Thor como uma espécie de ligação entre super-heróis e Senhor dos Anéis, e conhecendo a fama de Branagh e sua veia excessivamente dramática mostrada em suas versões de Hamlet e Frankeinstein, é esse lado meio emo e meio Enya que ele deverá explorar no personagem. Além disso, o que também dá um pouco de medo é o orçamento do filme, que não será suficiente para bancar um visual como este... pelo menos de uma maneira boa o suficiente quando as comparações de efeitos especiais entre Thor e Senhor dos Anéis começarem a rolar.


Este baixo orçamento explicaria também a escolha por um ator de menor salário, com o dinheiro sendo direcionado para os efeitos especiais ao invés de para o bolso de Brad Pitt.


Capitão América congelado no ÁrticoOutro caso é o de que o roteiro de First Avenger: Captain America estaria centrado quase que inteiramente nos período da 2ª Guerra Mundial, indo até o herói ficando congelado no Ártico. Provavelmente, os produtores dos filmes da Marvel gostariam de descongelar o Capitão América nas primeiras sequências do filme Os Vingadores.


Então, teríamos Thor quase todo passado em Asgard e First Avenger: Captain America quase todo passado na 2ª Guerra Mundial.


Se estes problemas de adaptação de roteiro, escolha de elenco, diretor, não fosse o suficiente, ainda nem começamos a falar de orçamento!


Pensando em como a Marvel está direcionando seus projetos, de onde sairia dinheiro para bancar pelo menos esta lista de atores: Robert Downey Jr., Edward Norton, Willian Hurt, Brad Pitt, Matthew Mcnaughey, Samuel L. Jackson, Scarlett Johansson... e as possíveis participações de: Gwyneth Paltrow, Liv Tayler, Natalie Portman, Don Cheadle e Cillian Murphy (no primeiro tratamento do filme, Loki seria o vilão principal) no filme Os Vingadores?


A resposta seria que a Marvel teria ficado esperta pelo menos com seus elencos, e estaria fazendo contratos especiais com estes astros... estabelecendo uma espécie de sociedade com todos eles. Que tipo de contrato seria esse, ninguém sabe, já que dividir os lucros com todo esse pessoal já levaria uma grana impensável.


É claro que este contrato deve estar vinculado não só à bilheteria, mas também a lucros e acordos com empresas de action figures (que vão usar a imagem dos atores), vídeo game, outros produtos associados como camisetas, bonés, contratos com cadeias de lanchonete, venda de DVDs, Blue Rays, venda para permissão de exibição em canais abertos e fechados de TV e por aí vai. A fonte de lucro de um projeto desses é ilimitada nos dias de hoje.


Nesse tipo de filme os produtores não podem se preocupar apenas com a folha de pagamento dos grandes astros, boa parte deste orçamento deve ser direcionada para a finalização em efeitos especiais... criar uma Asgard convincente não é muito barato e tão pouco simples. Não uma que esteja à altura das expectativas dos fãs.


Pelos boatos, a primeira parte do filme Os Vingadores mostraria a captura do Hulk pelos personagens de Samuel L. Jackson, Willian Hurt e os super-heróis Homem-de-Ferro, Thor, Capitão América, Viúva Negra e mais dois outros personagens, entre as opções estão Gavião Arqueiro, Vespa e Gigante. Acho que será difícil uma participação dos personagens Feiticeira Escarlate e Mercúrio já que o conceito “mutante” está seguro pela Fox que tem muitos outros planos para as X-franquias. O roteiro mostraria uma batalha entre Thor e Hulk que já levaria boa parte deste orçamento.


De qualquer maneira, a Marvel parece confiante demais. Samuel L. Jackson provavelmente assinou um dos contratos mais “nonsense” que a indústria do cinema já viu... nove filmes! O que a Marvel pretende fazer é algo realmente inédito no cinema: A criação de um universo... de uma cronologia envolvendo cross-overs que realmente não foi vista no cinema. E é justamente este ponto histórico o que estaria atraindo todos estes astros, produtores e diretores.


PARTE 3

Se realmente os novos boatos forem certeiros, acho os direcionamentos dos filmes Capitão América e Thor um pouco arriscados. Não sei que tipo de público estará interessado em ver um Senhor dos Anéis misturado a super-herói, dirigido por um cara Shakespeariano demais... ou um filme de guerra misturado a super-heróis todo, praticamente, passado no passado. Não sei também como será feita a adequação de um personagem como Thor a caras como Tony Stark,


Bruce Banner, ou mesmo à tecnologia da S.H.I.E.L.D... É claro que o fato de termos personagens tão diferentes pode ser justamente o trunfo desse projeto, mas acho muito complicado equalizar tudo isso... é uma chance em um milhão. Lembre-se que estes filmes não direcionados apenas para fan-boys de quadrinhos. A chave está justamente nos filmes que estão vindo agora. O terreno tem que ser muito bem preparado para a chegada de Os Vingadores, que via ser o desfecho de todos estes projetos.


Acho que Marvel já deu um passo atrás nessa direção... O Incrível Hulk (ou Hulk 2), dirigido por Louis Leterrier era um filme importantíssimo para todo este projeto. O Gigante Esmeralda em O Incrível Hulk, de Louis Leterrier
Seu desempenho nas bilheterias não foi tão bom quanto o de Homem-de-Ferro.

Basta olhar os números: Homem-de-Ferro custou $140 milhões. Arrecadou nos EUA $318,412,101, e fora fez $263,618,427. No total, o filme contabilizou $582,030,528 apenas de bilheteria.
O Incrível Hulk custou $150 milhões, nos EUA, só de bilheteria, rendeu $134,806,913. E fora rendeu $128,620,638. Somando $263, 427,551. O filme se pagou e deu um lucrinho... não é? O problema é que os produtores esperam o dobro disso.

Entre as paredes da Marvel, O Incrível Hulk foi considerado um fracasso, isso porque a expectativa de lucro para seus filmes parece ter inflado, graças à febre que as adaptações de quadrinho têm provocado e à popularidade de seus personagens principais. Filmes assim, se não chegam aos $400 milhões são considerados fracassos. Assim, um novo filme do Hulk, antes da estréia de Os Vingadores, foi descartada...


Tim Blake Nelson como o Líder em O Icrível Hulk, de Louis LeterrierUm novo filme do Hulk seria importante para a Marvel. Assim como estão produzindo o novo Homem-de-Ferro, eles já deveriam estar tocando a produção de um Incrível Hulk 2 (ou 3 se contarmos com o filme de Ang Lee). Seria importante dar seguimento à construção deste personagem e seu universo. Esta claro que este era o plano da produtora, já que trabalharam conceitos como a origem de um novo vilão (O Lìder, apresentado no filme) e também uma nova postura de Bruce Banner em relação ao monstro. É só ver o sorriso que ele esboça quando começa a se transformar voluntariamente em sua última cena no filme.

Edward Norton como Bruce Banner em O Incrível HulkUm dado interessante, é que no DVD do filme, você pode assisti-lo ouvindo os comentários do diretor Louis Leterrier e do ator Tim Roth. E nesta cena, o diretor diz que haviam dois caminhos a serem seguidos pela Marvel: O primeiro seria que Banner/Hulk seria o mocinho. O segundo que Banner/Hulk seria o vilão. Se a Marvel optasse pelo caminho do “Hulk camarada” haveria um outro filme do Hulk, se eles optassem pelo caminho do “Hulk malvado” não haveria um segundo filme... na verdade, o segundo filme do Incrível Hulk seria Vingadores. Louis Leterrier termina seu comentário ironizando: “Advinha qual o caminho que a Marvel optou?”.


Pelo que parece, eles juntaram o fato de a bilheteria de O Incrível Hulk não ter sido o que os produtores desejavam a um direcionamento na construção deste universo Marvel nas telonas: Hulk poderá mesmo ser o vilão de Os Vingadores.


Talvez a esperança da Marvel seja que o filme dos Vingadores possibilite outro filme do Hulk na sequência, para que assim eles possam voltar a explorar o personagem e suas possibilidades.


A Marvel não pode errar nessa. Imagine o montante absurdo de grana que estes caras movimentam em uma produção dessas? O nível de planejamento, não só de cada uma dessas produções, mas de mídia em termos de lançamento e trabalho da marca. E isso não envolve apenas um filme, mas vários, porque são cross-overs. Todos com diretores diferentes. A visão geral de um projeto como esse, é claro, deve estar sob o controle de umas três ou quatro cabeças e tecnicamente de todos os outros diretores de cada um destes filmes. Mas acho interessante observar o desenrolar de todo este projeto. Começa agora o planejamento e a expectativa de sucesso de cada um destes filmes. Cada filme tem que fazer sucesso para possibilitar os próximos. Tem projeto para pelo menos nove filmes, isso são anos de trabalho já colocados no papel e investimento, uma decisão errada agora complica tudo.


Mais viagens nérdicas no próximo texto...

MARCELO CAMPOS